Quem sou eu

Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Este blog tem o intuito de discutir elementos da formação que estamos recebendo na disciplina de técnicas interventivas, que tem a proposta de estudar o processo de amadurecimento da práxis profissional, calcada em dimensões que envolvem o tripé caracterizados como: Competência ético-política, teórico-metodológica e competência técnico-operativa. Competências que se forjam numa prática implicada com um projeto profissional que espelha um projeto de sociedade. O que são os instrumentos de trabalho do profissional de serviço social? Esses instrumentos podem ser mecanismos de aprimoramento das técnicas desenvolvidas pelo profissional? Que relação essas técnicas estabelecem com a dinâmica da realidade concreta? Como essa realidade incide na vida da população atendida pelo profissional em questão? Tentaremos levantar debates em cima dos apontamos da referência bibliográfica sugerida pela professora, bem como trazer autores que discutem a mesma temática em outras disciplinas e, que portanto, fazem parte de um conjunto de mirantes privilegiados do espaço sócio ocupacional do assistente social.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Interpretações sobre o filme: Cronicamente inviável.

O filme cronicamente inviável não é apenas um filme que retrata as expressões da questão social da sociedade brasileira, mas de todo o mundo, ele é um filme que se utiliza das expressões da questão social para mostrar como qualquer lugar do mundo é bárbaro no modo de produção capitalista. E como alternativa a barbárie o texto do professo José Paulo Netto, nos apresenta o socialismo. As expressões da questão social nunca serão superadas no capitalismo. Alguns grupos da sociedade burguesa tratam de combater as manifestações da questão social sem tocar nos alicerces da sociedade capitalista, isto significa reformar para conservar. A crise da modernidade a qual Harvey expõe nos seus dois textos: O novo imperialismo e espaços de esperança é a materialização da barbárie contemporânea, que se apresentar aos indivíduos por meio da opressão e exploração, no qual também o filme apresenta essas questões. A questão social aparece como um problema concreto tanto no filme como em qualquer sociedade capitalista, por meio das contradições entre o capital e o trabalho no interior do processo de industrialização capitalista. Mesmo com os avanços das políticas sociais, a partir da promulgação da Constituição de 1988, as expressões da questão social brasileira continuam latentes e crescendo á medida que aumenta a capacidade social de produzir riquezas. O pauperismo, por exemplo, que é bastante forte no filme, marca a emergência visível da dimensão mais evidente da moderna barbárie, a qual a professora Janete Leite expõe em seu texto; “questão social” e políticas sociais brasileiras: o governo lula em pauta. No filme podemos perceber tanto a pobreza relativa quanto à pobreza absoluta. O filme aborda diversas e distintas expressões da questão social como: tráfico de órgãos, venda de crianças, prostituição, drogas, crianças em situação de rua, violência, migração, lavagem de dinheiro, reforma agraria, relações subalternas e entre outras. Cabe destacar que a exponenciação da questão social a qual visualizamos no filme que retrata a sociedade capitalista esta relacionada diretamente com os avanços do neoliberalismo nas sociedades burguesas. Ou seja, o neoliberalismo visa não apenas alterar as relações do Estado com as classes sociais, mas constituir um Estado “mínimo para a classe trabalhadora e máximo para o capital” (Netto, 1993). Apesar do desenvolvimento das politicas sociais, a questão social ainda é tratada como caso de polícia, mesmo após a promulgação da Constituição de 1988. Tal constituição não garante ao trabalhador melhores condições de vida e trabalho, apenas consolida o projeto de uma sociedade burguesa, por meio do discurso da instituição de um Estado Democrático de Direito.

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