Quem sou eu

Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Este blog tem o intuito de discutir elementos da formação que estamos recebendo na disciplina de técnicas interventivas, que tem a proposta de estudar o processo de amadurecimento da práxis profissional, calcada em dimensões que envolvem o tripé caracterizados como: Competência ético-política, teórico-metodológica e competência técnico-operativa. Competências que se forjam numa prática implicada com um projeto profissional que espelha um projeto de sociedade. O que são os instrumentos de trabalho do profissional de serviço social? Esses instrumentos podem ser mecanismos de aprimoramento das técnicas desenvolvidas pelo profissional? Que relação essas técnicas estabelecem com a dinâmica da realidade concreta? Como essa realidade incide na vida da população atendida pelo profissional em questão? Tentaremos levantar debates em cima dos apontamos da referência bibliográfica sugerida pela professora, bem como trazer autores que discutem a mesma temática em outras disciplinas e, que portanto, fazem parte de um conjunto de mirantes privilegiados do espaço sócio ocupacional do assistente social.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Ato no Rio reúne 100 mil

18/06/2013 00h16 - Atualizado em 18/06/2013 02h16

Ato no Rio reúne 100 mil, começa em paz, mas minoria provoca confusão

Alguns manifestantes invadiram o prédio da Alerj e jogaram bomba.

Mais de 20 pessoas, entre PMs e participantes, ficaram feridas no ato.

Após quase sete horas de manifestação, o Batalhão de Choque da Polícia Militar encerrou o ato contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro, por volta das 23h45 desta segunda-feira (17). O protesto, que reuniu 100 mil pessoas, começou pacífico, mas um pequeno grupo protagonizou atos de vandalismo, transformando o Centro da cidade num verdadeiro cenário de guerra. Sete pessoas foram baleadas com armas de fogo. Dez pessoas foram presas. Pouco antes de 1h, a Polícia Civil iniciou a perícia no prédio da Alerj.

 Um grupo menor com camisetas amarradas no rosto ateou fogo e depredou prédios históricos, como o Paço Imperial e a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Pelo menos 27 pessoas, entre manifestantes e policiais, ficaram feridos. Durante o tumulto, cerca de 80 PMs se refugiaram no prédio da Alerj. O grupo saiu apenas com a chegada do Batalhão de Choque. Uma tropa da PM vai reforçar a segurança do prédio durante a madrugada.

A prefeitura do Rio informou que "considera legítimo o direito de as pessoas protestarem contra o que não acham correto no governo". E afirmou ainda "que está disposta a dialogar com os manifestantes, mas que nenhuma liderança do movimento havia se apresentado para negociar." O governo do estado informou que não vai se manifestar.

Os sete baleados por arma de fogo foram levados para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. Duas das vítimas foram identificadas como Leonardo Costa da Silva e Leandro Silva dos Santos, este liberado ainda na noite de segunda. Ambos foram atingidos na perna. Uma terceira vítima de um projétil não teve a identificação autorizada pela família. Os outros nomes não foram divulgados pela Secretaria municipal de Saúde. Estudantes de medicina fizeram uma força-tarefa para ajudar nos primeiros-socorros dos feridos.
Tiros e violência

Às 19h55, um pequeno grupo começou a jogar pedras em direção aos policiais militares, que revidaram com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Com o avanço inicial da PM, a multidão recuou. Quando a fumaça de gás baixou, o pequeno grupo avançou violentamente contra os policiais, que se refugiaram nas escadarias da Alerj. Além de pedras, o grupo atacou com fogos de artifício e coquetéis molotov.

Acuados e aparentando estar sem munição, os policiais entraram na Alerj e tentaram bloquear a entrada do edifício com os escudos. O pequeno grupo avançou, carregando as grades móveis, que serviam de proteção ao prédio da Assembleia Legislativa. Atos de vandalismo, como a queima de automóveis, pichações em pilastras do Paço Imperial e da Alerj, invasão e saques de estabelecimentos seguiram à ação. O clima de tensão foi agravado com disparos de arma de fogo. Policiais Militares atiraram para o alto.
Conflitos esporádicos continuaram a ocorrer, até que às 23h40, o Batalhão de Choque chegou com o efetivo de 100 PMs para dar fim à manifestação. Antes da chegada do Choque, 150 policiais do 5º BPM faziam a segurança da manifestação.

Durante o protesto, as principais ruas do Centro ficaram interditadas. Os manifestantes ocuparam as ruas 1º de Março e Araújo Porto Alegre, além das avenidas Rio Branco, Presidente Antônio Carlos e Presidente Vargas. Artefatos foram jogados na garagem do edifício e terminal rodoviário Menezes Côrtes.

Críticas ao grupo violento
A estudante de Ciências Sociais, Júlia Vieira, de 19 anos, criticou a atitude do pequeno grupo de manifestantes que fez uso da violência. "Ontem, eu vi manifestantes feridos, mas hoje o que eu vi aqui foram policiais feridos. Nao é destruindo a cidade que a gente ama, que vamos conseguir alguma coisa. A gente quer mudança na política. Essas pessoas não me representam. Quem me representa é quem quer o bem do Rio, sem violência", disse a jovem.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB) classificou como "ato de terrorismo" a invasão de manifestantes à sede da assembleia. "Uma baderna, uma bagunça. Quanto um ato agride ou coloca pessoas em risco, deixa de ser democracia para virar uma anarquia", declarou Melo.

Início da manifestação
A manifestação teve início às 17h, com a concentração na igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro. Além do aumento de R$2,75 para R$ 2,95, os participantes também reclamavam contra os gastos públicos com a Copa do Mundo.

Muitos comerciantes fecharam as lojas para dar passagem aos participantes do protesto. Pessoas prestavam apoio ao protesto do alto de edifícios comerciais jogando papel picado.



SEM VIOLÊNCIA... Esse era o grito que mais se ouvia na manifestação contra o aumento da passagem no Rio de Janeiro

18/06/2013 07h49 - Atualizado em 18/06/2013 08h31

Policiais atiram com fuzil durante manifestação no Centro do Rio

Imagens exclusivas do Bom Dia Rio mostram a ação dos policiais. 

PMs se refugiaram em uma agência bancária e na Assembleia Legislativa.

O protesto que aconteceu no Centro do Rio com mais de cem mil pessoas no final da tarde de segunda-feira (17) teve um desfecho de guerra. Manifestantes picharam prédios públios e empresas, quebraram vidros, depredaram agências bancárias e chegaram a agredir alguns policiais militares, que revidaram com tiros para o alto, inclusive de fuzil, como mostrou o Bom Dia Rio desta terça-feira (18).

Treze policiais militares se refugiaram em uma agência bancária para não serem agredidos pelos manifestantes. Um grupo que não queria violência teve que conter outro, que saqueou o banco e tentou agredir os policiais. Parte dos manifestantes também subiu a escadaria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) empurrando grades e jogando objetos em policiais militares, que se refugiaram no local.

A manifestação com mais de cem mil pessoas ocorreu na tarde de segunda-feira (17) foi pacífica durante quase três horas, até que uma minoria começou a violência.

Na Assembleia ficaram marcas de vidraças quebradas e extintores de incêndio espalhados no chão. "Tentaram invadir (a Assembleia). Tacaram coquetel molotov e cabeça de nego", explicou o estudante Rafael Lopes, um dos muitos jovens presentes na manifestação.

Na Alerj, cerca de 70 policiais militares se protegeram. Móveis ficaram destruídos e, no final da noite de segunda-feira, policiais realizavam perícia na fachada e no interior do local. O hall de entrada ficou destruído, com extintores de incêndio espalhados pelo chão, além de cocos e pedras que quebraram vidraças. Com a chegada do reforço policial, alguns dos integrantes do grupo que depredaram a Alerj tentaram fugir.

Dez pessoas foram presas e ao menos 27, entre PMs e manifestantes, ficaram feridas.


Declaração de Jornalista dá o que falar

domingo, maio 26, 2013

Já para o armário - GUILHERME FIUZA
REVISTA ÉPOCA

A causa gay, como todo mundo sabe, virou um grande mercado comercial e eleitoral. Hoje, qualquer político, empresário ou vendedor de qualquer coisa tem orgulho gay desde criancinha. Se você quer parecer legal perante seu grupo ou seu público, defenda o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Você ganhará imediatamente a aura do libertário, do justiceiro moderno. Você é do bem. Em nome dessa bondade de resultados, o Brasil acaba de assistir a um dos atos mais autoritários dos últimos tempos. Se é que o Brasil notou o fato, em meio aos confetes e serpentinas do proselitismo pansexual.
O Conselho Nacional de Justiça decidiu obrigar os cartórios brasileiros a celebrar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Tudo ótimo, viva a liberdade de escolha, que cada um case com quem quiser e se separe de quem não quiser mais. Só que a bondade do CNJ é ilegal. Trata-se de um órgão administrativo, sem poder de legislar e o casamento, como qualquer direito civil, é uma instituição fundada em lei. O CNJ não tem direito de criar leis, mas tem Joaquim Barbosa.


Joaquim Barbosa presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça é o super-herói social. Homem do povo, representante de minoria, que chegou ao topo do Estado para "dizer as verdades que as pessoas comuns querem dizer". O Brasil é assim, uma mistura de novela com jogo de futebol. Se o sujeito está no papel do mocinho, ou vestindo a camisa do time certo, ele pode tudo. No grito.

Justiceiro, Joaquim liberou o casamento gay na marra e correu para o abraço. Viva o herói progressista! Se a decisão de proveta for mantida, o jeito será rezar para que o CNJ seja sempre bonzinho e não acorde um dia mal-humorado, com vontade de inventar uma lei que proíba jornalistas de criticar suas decisões. Se o que o povo quer" pode ser feito no grito, o que o povo não quiser também pode. O Brasil já cansou de apanhar do autoritarismo, mas não aprende.

E lá vai Joaquim, o redentor, fazendo justiça com as próprias cordas vocais. Numa palestra para estudantes de Direito, declarou que os partidos políticos brasileiros são "de mentirinha". Uma declaração absolutamente irresponsável para a autoridade máxima do Poder Judiciário, que a platéia progressista aplaude ruidosamente.
Se os partidos não cumprem programas e ideias claras, raciocinam os bonzinhos, pedrada neles. Por que então não dizer também que o Brasil tem uma Justiça "de mentirinha"? Juízes despreparados, omissos e corruptos é que não faltam. Quantos políticos criminosos militam tranquilamente nos partidos "de mentirinha", porque a justiça não fez seu papel? A democracia representativa é baseada em partidos políticos. Com todas as suas perversões e são muitas -, eles garantem seu funcionamento. E também legitimam a ação de gente séria que cumpre programas e ideias, pois, se fosse tudo de mentira, um chavista mais esperto já teria mandado embrulhar o pacote todo para presente, com Joaquim e tudo.

A resolução do CNJ sobre o casamento entre homossexuais é uma aberração, um atropelo as instituições pelo arrastão politicamente correto. A defesa da causa gay está ultrapassando a importante conquista de direitos civis para virar circo, explorado pelos espertos. Um jogador de basquete americano anuncia que é homossexual, e isso se torna um espetáculo mundial, um frisson planetário. Como assim? A esta altura? A relação estável entre parceiros do mesmo sexo já não é aceita na maior parte do Ocidente? Por que, então, a decisão do jogador é uma bomba? Simples: a panfletagem pró-gay virou um tiro certo.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dá declaração solene até sobre a opção sexual dos escoteiros. Talvez, um dia, os gays percebam que foram usados demagogicamente, por um presidente com sustentação política precária, que quer se safar como herói canastrão das minorias.

Ser gay não é orgulho nem vergonha, não é ideologia nem espetáculo, não é chique nem brega. Não é revanche.
Não é moderno. Não é moda. É apenas humano.

A luta contra o preconceito precisa ser urgentemente tirada das mãos dos mercadores da bondade. Eles semeiam, sorridentes, a intolerância e o autoritarismo. Já para o armário!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Introduzindo a Questão


Na revista Temporalis, a autora Rosa Lúcia Prédes Trindade¹ escreve um texto² “Desvendando as determinações sócio-históricas do instrumental técnico-operativo do Serviço social na articulação entre demandas sociais e projetos profissionais” onde nas considerações finais ela afirma que:

"ao final das reflexões sobre o instrumental técnico operativo do Serviço Social, reafirmamos a compreensão de que as requisições postas aos assistentes sociais estão permeadas pelas circunstancias em que se produzem as necessidades sociais e pela caracterização das intervenções sociais que se propõem a enfrentar as manifestações da questão social. Acreditamos que o reconhecimento dessas determinações históricas permite-nos analisar a efetivação do trabalho profissional como parte desse processo de intervenção das relações sociais e, consequentemente tomar o seu instrumental técnico-operativo como um elemento desse conjunto de objetivações voltadas à regulação das relações sociais. Assim, o instrumental pode ser considerado não somente em seus aspectos técnicos- referentes ao “fazer”- mas nas implicações sócio-políticas da pratica da qual ele potencializa as ações, viabilizando uma intervenção que tem uma direção social no movimento contrario da sociedade."

¹Doutorado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Conselheira Fiscal de Serviço Social do CFESS (gestão 2011-2014)

²TRINDADE, Rosa lúcia Prédes. Desvendando as determinações sócio-históricas do instrumental técnico-operativo do Serviço social na articulação entre demandas sociais e projetos profissionais. In Revista Temporalis nº 4. São Paulo. ABEPSS. 2001. Pp 21-42

Dia do Assistente Social




No dia 15 de maio foi comemorado o dia do Assistente social, categoria que luta por uma sociedade justa e igualitária e contra toda forma de opressão e exploração. Essa data não é somente para dar destaque à profissão, mas também para dar destaque ao posicionamento político da profissão.

Para ler mais acesse o link abaixo. Lá você encontrará mais informações sobre o manifesto do dia do assistente social feito pelo CEFESS.


Pra Começar...


Em nosso primeiro contato com a disciplina¹ tivemos acesso à perspectiva de análise do nosso professor Charles Toniolo², diante das dimensões ético-política, teórico-metodológica e competência técnico-operativa, iluminando pela perspectiva crítico-dialética, sua análise acerca da implicação em que o profissional do serviço social deve está correlacionado.
Diante do projeto civilizatório moderno encontra-se o assistente social alocado num espaço sócio-ocupacional que coloca-lhe dimensões potencialmente antagônicas ao projeto hegemônico profissional. Aquele que tende a esbarrar na dinâmica das relações sociais oriundas, naturalmente, do projeto de sociedade da burguesia.
O projeto da sociedade de classes que superdimensiona as consequências, ou seja, as sequelas, da "questão social", no momento histórico atual do Estado. Momento de crise do capital, que exponencia os sintomas da exploração da força de trabalho, exponencia o mal estar nas vidas da classe trabalhadora.
Sendo assim, consideramos destacar o que o autor chama de "as competências do serviço social na contemporaneidade: política, ética, investigação e intervenção", que são dimensões caracterizadas de competências ético-política - aquela que sinaliza que o Assistente Social não é um profissional "neutro". Sua prática se realiza no marco das relações de poder e de forças sociais da sociedade capitalista - relações essas que são contraditórias"; este profissional tem, objetivamente, que tomar posição diante "das questões que aparecem na realidade social". A direção da sua prática, segundo Toniolo, precisa de clareza, o que implica assumir valores ético-morais.
¹TONIOLO, Charles. A prática do assistente social: conhecimento, instrumentalidade e intervenção profissional. Emancipação. Ponta Grossa, 8(1): 119 - 132, 2008.
²Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Assistente Social do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.