Em nosso primeiro contato com a disciplina¹ tivemos acesso à perspectiva de
análise do nosso professor Charles Toniolo², diante
das dimensões ético-política, teórico-metodológica e competência técnico-operativa, iluminando pela perspectiva crítico-dialética, sua análise
acerca da implicação em que o profissional do serviço social deve está
correlacionado.
Diante
do projeto civilizatório moderno encontra-se o assistente social
alocado num espaço sócio-ocupacional que coloca-lhe dimensões
potencialmente antagônicas ao projeto hegemônico profissional. Aquele
que tende a esbarrar na dinâmica das relações sociais oriundas,
naturalmente, do projeto de sociedade da burguesia.
O projeto da sociedade de classes que superdimensiona as consequências,
ou seja, as sequelas, da "questão social", no momento histórico atual do
Estado. Momento de crise do capital, que exponencia os sintomas da
exploração da força de trabalho, exponencia o mal estar nas vidas da
classe trabalhadora.
Sendo
assim, consideramos destacar o que o autor chama de "as competências do serviço social na contemporaneidade:
política, ética, investigação e intervenção", que são dimensões caracterizadas de competências ético-política - aquela que
sinaliza que o Assistente Social não é um profissional "neutro". Sua
prática se realiza no marco das relações de poder e de forças sociais da
sociedade capitalista - relações essas que são contraditórias"; este
profissional tem, objetivamente, que tomar posição diante "das questões
que aparecem na realidade social". A direção da sua prática, segundo
Toniolo, precisa de clareza, o que implica assumir valores ético-morais.
¹TONIOLO, Charles. A prática do assistente social: conhecimento, instrumentalidade e intervenção profissional. Emancipação. Ponta Grossa, 8(1): 119 - 132, 2008.
²Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Assistente Social do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
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